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Barreiras se rompem, lixo invade Baía de Guanabara e ameaça Olimpíadas
por Fabricio dos Santos Rita - Coordenador do Curso - terça, 10 junho 2014, 12:35
 

Barreiras se rompem, lixo invade Baía de Guanabara e ameaça Olimpíadas

Três ecobarreiras se romperam após as chuvas desde novembro. Lixo flutuante chegou a mais de 500 toneladas no cartão postal.

ASSISTA: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/06/barreiras-se-rompem-lixo-invade-baia-de-guanabara-e-ameaca-olimpiadas.html

Alerta contra sujeira na Baía de Guanabara: as três principais barreiras que impedem o avanço do lixo se romperam e mais de 500 toneladas de lixo foram lançadas em um dos principais cartões postais do Rio, que vai receber as provas de iatismo para das Olimpíadas de 2016.

O lixo flutuante da Baía de Guanabara vem de muitas cidades diferentes, e são as prefeituras que deveriam coletar e destinar adequadamente todos esses resíduos.

Dos 15 municípios da região, oito são os que mais despejam lixo nos rios que desaguam na baía: Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nilópolis, São Gonçalo, Niterói, Nova Iguaçu e Belford Roxo.

A secretaria estadual do ambiente tenta remediar o problema com as ecobarreiras, que fazem a contenção de parte desse lixo. Das dez existentes, três romperam após as chuvas de novembro passado, e logo as mais importantes.

Pelo Canal do Cunha e pelos rios Meriti e Irajá seguem 70% deste lixo flutuante. Como nada foi feito nos últimos sete meses, aproximadamente 560 toneladas de resíduos seguiram em direção à baía. Apenas a ecobarreira de Irajá foi consertada semanas atrás.

Quando a maré sobe, parte do lixo flutuante avança sobre as margens dos rios. Quando a maré baixa, esse lixo fica retido em uma área que deveria ser de vegetação de mangue. Uma área próxima do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro mais parece um vazadouro clandestino de lixo.

Essa situação se repete em todos os rios que vêm da Baixada Fluminense em direção à Baía de Guanabara. Bolas, móveis, capacete. Parte do lixo fica retido, o resto segue viagem para um dos mais importantes cartões postais do Brasil.

“Infelizmente as pessoas ainda continuam usando rio como depósito de lixo. Nós temos Canal do Cunha e o Rio São João de Meriti sem ecobarreira. E o caos que se instala nos manguezais, na Baía de Guanabara, é o que a gente está vendo”, afirma Mário Moscatelli, biólogo.

A presidente do Instituto Estadual do Ambiente diz que assumiu o cargo em fevereiro e levou dois meses para projetar um sistema mais resistente às chuvas. “A ecobarreira minimiza o problema, resolver é uma política de coleta de lixo e disposição adequada, que é assunto dos municípios”, diz Isaura Frega, presidente do INEA.

Mas é bom lembrar: nenhuma ecobarreira é imune a chuvas fortes.“A ecobarreira tem um limite. A partir de um determinado limite, a vasão é tão grande, a enxurrada é tão grande que ela se abre. Ela é feita para reter o lixo diário, aquele lixo que chega em tempo seco”, diz Frega.

Em resumo, não pode chover forte em agosto quando teremos o evento teste do iatismo nas águas da Baía de Guanabara e, muito menos, durante os jogos em 2016. Senão, será uma prova olímpica com obstáculos e riscos para os iatistas.